Nos primeiros meses do ano, a cidade contabilizou 62 casos confirmados e nenhum óbito relacionado à doença
Sorocaba registrou, em 2026, entre os dias 1º de janeiro e 28 de maio, 62 casos de dengue – o que representa 1,2% dos 5.128 casos suspeitos notificados pelo setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde (SES) – além de nenhuma morte decorrente da doença.
Os índices apontam uma redução superior a 99% em relação às ocorrências do mesmo período de 2025 e resultam de uma série de iniciativas de Sorocaba em ações preventivas e no combate a criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Segundo o Boletim Epidemiológico Municipal – Volume 14 – Nº 5, emitido pela SES no último dia 1º de junho, Sorocaba não registrou nenhum óbito entre 62 casos de dengue diagnosticados. Desse total, 49 se caracterizam como autóctones (contraídos na própria cidade), 12 como importados (originários de outras localidades) e um com a origem indeterminada. Ao todo, a SES notificou 5.128 pacientes com suspeita de dengue, dos quais 5.066 foram descartados.
Os dados registrados pela SES em 2026 revelam uma redução muito baixa nos casos confirmados em comparação aos registrados no mesmo período do ano passado. Entre janeiro e maio de 2025, Sorocaba confirmou 13.151 casos de dengue, sendo 3.097 autóctones, 45 importados e nove indefinidos, e 22 mortes decorrentes da doença. “A expressiva diminuição nos índices de dengue demonstra o empenho das equipes de Sorocaba no ano inteiro, por meio de ações educativas, de orientação, prevenção, fiscalização e combate aos criadouros do mosquito transmissor, assim como o tratamento dos casos confirmados. Seguimos trabalhando para que a população sorocabana continue permanentemente mobilizada contra a dengue”, destaca Sorocaba.
Mais de 300 toneladas de criadouros
A Zoonoses promove iniciativas de combate à dengue diariamente, durante o ano todo – seja no período de maior transmissão, de janeiro a maio, como também nos períodos mais secos e frios do ano, visando reduzir a infestação do Aedes aegypti e, consequentemente, a transmissão de dengue, zika, febre amarela e chikungunya pelo mosquito, doenças classificadas como arboviroses.
Desde o início de 2026, a Zoonoses realizou 241.785 visitas de combate a arboviroses em bairros de todas as regiões do Município, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e da Secretaria do Estado da Saúde, que resultaram no recolhimento, até o momento, de 316.050 quilos de materiais inservíveis que podem servir como criadouros. Ao longo do ano de 2025, o setor efetuou 657.105 visitas.
O supervisor da Zoonoses de Sorocaba, Fernando Henrique Simão, atribui a redução nos índices de dengue em 2026 ao conjunto de ações contínuas e integradas executadas pelo setor ao longo de todo o ano, sem interrupções. “As vistorias domiciliares sistemáticas permitiram a identificação e eliminação precoce de criadouros do mosquito, reduzindo sua infestação antes do início do período mais favorável à transmissão. Paralelamente, as ações de controle de criadouros, arrastões e atendimento de denúncias contribuíram para a remoção de recipientes capazes de acumular água e servir de local para desenvolvimento do Aedes aegypti”, explica.
Outro fator importante no planejamento da Zoonoses foi a utilização dos levantamentos de densidade larvária (ADL), que identificaram as áreas com maior infestação e permitiram o direcionamento de esforços de controle de forma estratégica. As equipes iniciaram os trabalhos preventivos pelas regiões que apresentaram maiores índices larvários e ocorrências de casos, permitindo uma atuação mais eficiente e antecipada.
A população pode denunciar pontos de acúmulo de potenciais criadouros à Ouvidoria Geral do Município, pelo WhatsApp (15) 99129-2426, pelo telefone 156, pelo site https://portal156.sorocaba.sp.gov.br/ ou presencialmente, no 2.º andar do Paço Municipal ou em qualquer Casa do Cidadão.
Prevenção e combate
As ações de combate desenvolvidas pela Zoonoses ao longo do ano são:
– Vistoria a imóveis: realizada fora de áreas de transmissão, com o objetivo principal de reduzir a infestação do vetor por meio da retirada de criadouros e conscientização da população;
– Controle de criadouros: remoção e tratamento dos criadouros encontrados nos imóveis vistoriados; orientação da população quanto à prevenção, sinais e sintomas da doença; e realização de busca ativa de novos pacientes que apresentem sintomas em áreas com transmissão de arboviroses;
– Nebulização: aplicação de inseticidas com objetivo de diminuir a infestação de mosquitos adultos possivelmente infectados em áreas de transmissão, após a realização do controle de criadouros;
– Arrastão: remoção massiva de recipientes, objetivando a diminuição da infestação pela remoção de seus criadouros e formas imaturas de ovos, larvas e pupas do mosquito;
– Avaliação de Densidade Larvária (ADL): levantamento da infestação do vetor por meio da identificação de larvas de mosquito em quadras em todo o município definidas por amostragem;
– Pontos estratégicos: vistorias em locais com potencial para acúmulo de água e proliferação de mosquitos, por exemplo, desmanches, borracharias e espaços de recolhimento e armazenamento de materiais recicláveis; estes locais são frequentemente vistoriados e tratados com larvicidas e adulticidas;
– Imóveis Especiais: pontos com grande circulação de pessoas, como escolas, indústrias, hospitais, supermercados, nos quais são realizadas vistorias e realização de orientações, remoção de criadouros e tratamento químico, quando necessário.
